Imagem capa - Quando nasce um filho, nasce uma mãe por Claudia Milani Fotografia
Gravidez e maternidade

Quando nasce um filho, nasce uma mãe

Às vésperas do Dia das Mães, meu post dessa semana não poderia ser diferente. Fiquei pensando sobre as mudanças que a maternidade me trouxe e sobre a famosa frase: "Quando nasce um filho, nasce uma mãe." Refleti sobre todas as minhas inseguranças, sobre como poderia nascer uma mãe, asssim, tão de repente? Eu, que não sabia nada sobre bebês, filhos, maternidade e essas coisas. Pois, sim, de fato comprovei que nasci como mãe. E quem diria, me tornei fotógrafa de bebês! Desde então vem sendo muitos os aprendizados, as alegrias, as emoções e a certeza de que tudo vale a pena. Abaixo compartilho um texto com o qual me identifiquei totalmente, que fala um pouquinho sobre as mudanças na vida da mulher com a chegada de um filho. Acredite, você nunca mais será a mesma! Feliz dia das mães a todas essas mulheres lindas, modernas, guerreiras, que amam infinitamente! 


Além de um momento de grande alegria, a chegada de um filho também gera mudanças profundas nas mulheres


Tornar-se mãe é um momento de grande alegria. Porém, este também é um dos períodos de maior transformação na vida de uma mulher. De acordo com o psiquiatra Daniel Stern, autor do livro “O Nascimento de Uma Mãe”, o nascimento de um filho, também é o nascimento de uma nova identidade para a mulher. De acordo com ele, tornar-se mãe é um dos momentos de maior mudança física e psicológica na vida da mulher.

Infelizmente, todo o processo de se tornar uma mãe foi pouco analisado pelos profissionais de saúde. O que é uma pena, já que entender bem quais transformações são essas certamente ajudaria ainda mais os pais a lidar com elas.

Mas, para ajudar um pouco nesta questão, alguns especialistas já apontaram quais as principais transformações que ocorrem ao se tornar mãe. Confira:


Mudança na dinâmica familiar: ter um filho é um ato de criação. É mais do que criar um novo ser humano, é também sobre criar uma nova família. O bebê irá fazer com que se criem novos laços e novas interações entre os familiares e amigos.

A psicanalista Paola Mariotti afirma que a identidade maternal da mulher é criada com base no seu jeito de cuidar dos filhos, que geralmente é similar aquele com o qual ela foi criada.

Mas a psicanalista também defende que a maternidade é uma chance de reviver a infância, desta vez como a mãe. E assim a mulher tem a chance de repetir o que acredita que foi correto e de mudar aquilo que não concordava.


Ambivalência: na maternidade, de acordo com a psicanalista Rozsika Parker é muito comum que a mãe tenha que lidar constantemente com sentimentos opostos, como o de querer o filho pertinho de si e também o de querer um espaço só seu. E ela explica que é difícil lidar com isso. “Muitas situações vividas na maternidade podem ser ao mesmo tempo boas e ruins, como ficar horas sem dormir por causa do bebê. Por um lado é bom porque você está com seu pequeno, mas por outro é ruim porque você não dorme. Precisamos aceitar que é normal sentimentos opostos andarem juntos na maternidade”, conclui Rozsika em entrevista ao jornal The New York Times.


Fantasia versus Realidade: A psicanalista Joan Raphael-Leff, professora da University College London, afirma que quando o bebê nasce, a mulher já desenvolveu muito amor pelo pequeno. Porém, durante a gestação ela criou várias ideias, fantasias, sobre como este bebê seria. Mas quando o pequeno nasce, a realidade pode ser bem diferente do que havia imaginado. E lidar com essa diferença entre o bebê da imaginação e o bebê real nem sempre é fácil.


Culpa, vergonha e o famoso “não se sentir boa o suficiente”: Além do bebê ideal, também existe a mãe ideal na cabeça da mulher. E estas mães ideais são maravilhosas: elas estão sempre felizes, tomam decisões e não têm nenhum arrependimento, etc. E muitas mulheres acabam se comparando com essas mães ideais e se sentem mal por não serem essas mães perfeitas.


Muitas também tem vergonha de admitir que não são essas mães perfeitas e guardam esse sentimento de frustração para si, o que pode até mesmo levar a uma depressão pós-parto.


É importante também prestar atenção às falsas ideias de maternidade que surgem nas redes sociais. Sabe aquela mãe perfeita, que perdeu rapidamente o peso da gravidez só amamentando, que parece ter casa, trabalho e filhos sob controle e que ainda encontra um tempinho para curtir um romance com o marido? Pois é, saiba que a realidade provavelmente é bem diferente disso.


Portanto, é importante que você converse com alguém caso se sinta triste ou se precisar de ajuda. Falar sobre seus sentimentos é essencial e certamente irá ajudar a lidar com todas as mudanças que ocorrem com a chegada de um filho.


Texto: Bruna Romanini

Foto: Claudia Milani